quarta-feira, junho 15, 2011
Posicionamento de Tempo de Suplementação
quarta-feira, junho 08, 2011
Seminário de Síndrome Femuro Patelar ACSM
- Fortalecimento de Quadríceps Femural,
- Fortalecimento de Glúteo Máximo e Glúteo Médio,
- Controle Neuromuscular,
- Correção do gesto esportivo.
quarta-feira, junho 01, 2011
Ultrassonografia no Auxílio da Medicina Esportiva
Infelizmente hoje não poderei realizar um comentário de um artigo científico, no entanto, estarei passando minhas impressões do primeiro dia de Congresso do American College of Sports Medicine em Denver.
Existe uma tendência no uso do USG de alta definição por médicos do esporte americanos, esse ano estão sendo realizados vários workshops do assunto e inclusive no final do curso será ministrado um curso introdutório sobre ultrassonografia e medicina esportiva. A tendência é utilizar o exame como complemento ao exame físico, dentre as vantagens está a confirmação do exame físico através da imagem, essa confirmação pode ser fundamental para reafirmar a importância de tratamentos preventivos, tratamento de tendinopatias (atletas em geral não gostam de realizar fisioterapia, principalmente, quando estão pouco sintomáticos), dentre outros.
Em relação a ressonância temos um exame mais barato, mais rápido e dinâmico, no entanto, mesmo com todas essas vantagens ainda teremos diversas indicações de ressonância, principalmente, em lesões intra-articulares.
Aparentemente nenhuma novidade até agora, porque muitos clubes profissionais do Brasil já utilizam tal recurso, a grande questão é quem estará comandando o aparelho, tornando o diagnóstico de patologias músculo-esqueléticos mais preciso e rápido, assim como seu tratamento. No entanto, é importante lembrar que em certos casos é importante ter a opinião de um especialista da área, no caso, um radiologista.
O USG quando bem empregado pode ser um divisor de águas no diagnóstico e tratamento de doenças músculo tendíneas, além de realizar uma análise mais objetiva da lesão.
quarta-feira, maio 25, 2011
A Importância da Medicina do Exercício e do Esporte na Formação Médica.
Atualmente são raras as faculdades de medicina que apresentam a disciplina “Medicina do Exercício e do Esporte” em suas grades curriculares, e quando existe, está presente como optativa. Com as evidências cada vez mais explícitas sobre os benefícios do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crônicas, nos perguntamos até quando deixaremos de ensinar sobre esta ferramenta eficiente, barata e democrática.
A inclusão da Medicina do Exercício e do Esporte (MEE) na grade curricular do curso de medicina é importante não apenas pela forte evidência do papel do exercício nas doenças crônicas, mas também, pelo crescente número de lesões e doenças associadas ao esporte. É essencial, portanto, que clínicos, médicos de família e médicos de outras especialidades tenham acesso a conhecimentos básicos sobre MEE durante sua formação. Além disso, estudantes expostos à MEE teriam oportunidade de direcionar seus aprendizados em exercício físico para suas áreas de interesse.
Ensinar MEE para estudantes de medicina sem interesse em seguir carreira nesta área, os ajudaria a estar melhor preparados para lidar com problemas relacionados à MEE na sua prática futura. A mudança no currículo médico aumentaria o conhecimento sobre os benefícios da atividade física na promoção de saúde e prevenção de doenças. Somado a isso, um mais aprofundado conhecimento sobre os benefícios do exercício poderiam potencializar a adesão de médicos e estudantes de medicina à atividade física. Isso se tornaria importante não apenas para sua saúde, mas também para servirem como um modelo a ser seguido pelos seus pacientes.
Residência médica e pós-graduação em MEE estão disponíveis em nosso país e, assim como em outros campos, é necessário que o estudante tenha a oportunidade de conhecer esta área durante sua graduação. A familiarização dos estudantes com a MEE provavelmente aumentaria seu interesse neste importante campo da medicina.
Certamente temos um longo caminho à frente para encontrarmos e implementarmos o modelo ideal de curso para a graduação. Mas, como diz o ditado chinês, "uma jornada de mil léguas começa com o primeiro passo". E este primeiro passo é a inclusão da MEE na grade curricular.
terça-feira, maio 17, 2011
Avaliação biomecânica do Salto
Hoje comentaremos um artigo interessante sobre uma ferramenta que quantifica o risco do atleta ter lesões de membro inferior.
Este artigo é de maio deste ano. Publicado no “Journal of Sport Rehabilitation” pelo Departamento de exercicio e ciência do Esporte da Universidade da Carolina do Norte - EUA. Entitulado:
“Reliability of the Landing Error Scoring System-Real Time, a Clinical Assessment Tool of Jump-Landing Biomechanics”.
Este artigo é mais informativo do que polêmico como foram a maioria dos “posts” que passaram.
Serve como quantificador de alterações que podem levar o atleta a ter lesões agudas e/ou crônicas nos membros inferiores.
O estudo não correlaciona diretamente com lesões, mas nos dá um “SCORE” que podemos usar de maneira inicial e evolutiva na reabilitação em todos seus níveis.
São utilizadas duas câmeras: uma frontal e uma lateral que verificam as alterações em dois planos. Podemos realizar tais avaliações sem a documentação virtual do movimento, pois sabemos que na prática temos dificuldade para obter tais instrumentos no dia a dia. Poderiamos aplicar os questionários para quantificar e monitorar o atleta em acompanhamento ambulatorial, por exemplo.
Acho que esse tipo de estudo nos traz benefícios maiores do que a maioria, pois podemos utiliza-lo adaptando para a realidade e verificando os resultados em acompanhamento longitudinal.
Boa leitura, e grande abraço.