quarta-feira, julho 13, 2011
Uso de plasma rico em plaquetas (PRP) na medicina esportiva: cura rápida ou médicos em bases éticas instáveis?
quarta-feira, julho 06, 2011
Adaptações musculares ao volume do treinamento de força
O pesquisador da Universidade de Michigan EUA Mark D. Peterson e colaboradores publicaram no Jornal Europeu de Fisiologia Aplicada, um artigo interessante no mês passado. “ Progression of volume load and muscular adaptation during resistance exercise”
Esse artigo trouxe algumas questões bastante simples que muitos atletas ou pessoas que treinam força tem duvidas.
Sugere-se que o volume de treino influencia as adaptações do músculo nos exercícios de resistência. Este artigo procurou examinar associações entre volume de treinamento, hipertrofia e força utilizando um protocolo progressivo. Foram controlados as séries e a intensidade para cada sujeito.
O músculo estudado foi o bíceps braquial, treinado unilateralmente por 12 semanas. A mensuração do volume foi realizado por RNM, contração máxima voluntária e força dinâmica do bíceps.
Os resultados achados foram que para o gênero feminino o volume de treinamento foi o melhor dos preditores para hipertrofia.
Já para melhora de força ( teste de 1RM) o volume de treinamento foi um preditor robusto para ambos os gêneros. No entanto, para as mulheres ficou mais bem demostrado no teste de contração voluntária máxima e não tanto para o teste de 1RM.
Outra constatação interessante foi que nas mulheres parecem ter uma associação negativa entre hipertrofia e idade.
Os sujeitos mais treinados com uma linha de base mais expressiva das variaveis analisadas, também não tiveram uma resposta tão significante ao volume de treinamento.
quarta-feira, junho 29, 2011
Fatores de Risco para Lesões Musculares no Futebol
Olá camaradas do Sports Medicine Brasil! Esta semana comentaremos um estudo sobre lesões musculares no futebol, realizado pela Universidade de Atenas e publicado no último volume do British Journal of Sports Medicine.
O estudo coorte conduzido por Konstantinos Fousekis avaliou 100 atletas durante a pré-temporada, com o intuito de identificar fatores de risco para lesões musculares de isquiotibiais e quadríceps. Foram avaliados os seguintes possíveis fatores de risco: assimetria de força muscular, flexibilidade, propriocepção, estabilidade do joelho, lesão prévia e dados antropométricos.
Durante a temporada, 38 jogadores sofreram alguma lesão muscular em membros inferiores. Destas, 42.1% foram lesões sem contato de isquiotibiais e 18.4% lesões sem contato de quadríceps. Atletas com assimetria de força excêntrica, assimetria de comprimento de membros inferiores e sem história prévia de lesão de isquiotibiais apresentaram risco aumentado de lesão deste grupo muscular. Jogadores com assimetria de força excêntrica e flexibilidade do quadríceps, assim como os mais pesados e de menor estatura apresentaram maior risco de lesão desta musculatura.
Alguns pontos chamam a atenção neste trabalho:
a) O primeiro é a incidência elevada de lesões musculares no futebol. Quase 40% dos atletas sofreram este tipo de lesão em uma única temporada. Este achado corrobora o de outros estudos, inclusive um estudo brasileiro de Pedrinelli (1994) que encontrou as lesões musculares entre as mais incidentes neste esporte.
b) O segundo ponto que se destaca é a assimetria de força excêntrica como fator de risco de lesões musculares. Embora este achado seja previsível devido ao mecanismo de lesão, poucos estudos avaliaram de forma objetiva este parâmetro.
c) O terceiro aspecto importante nos resultados deste estudo foi o fato de atletas sem lesão prévia estarem mais sujeitos a sofrer lesão. Este achado, sim, é muito interessante pois difere de outros estudos e da prática clínica que observamos nos esportes. Podemos especular que uma reabilitação bem feita após a lesão antiga, possibilitando uma adequada recuperação e corrigindo déficits prévios do atleta e, portanto, diminuindo seus fatores de risco, pode ter sido responsável por este achado.
Certamente precisamos de mais estudos para entendermos melhor os fatores de risco de lesões e relesões musculares. Porém, precisamos incluir, em nossa prática diária, os achados de estudos como este da Universidade de Atenas. Só assim poderemos diminuir a incidência e repercussão destas lesões.
quinta-feira, junho 23, 2011
Team Physician da FIMS e Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e do Esporte
quarta-feira, junho 15, 2011
Posicionamento de Tempo de Suplementação
quarta-feira, junho 08, 2011
Seminário de Síndrome Femuro Patelar ACSM
- Fortalecimento de Quadríceps Femural,
- Fortalecimento de Glúteo Máximo e Glúteo Médio,
- Controle Neuromuscular,
- Correção do gesto esportivo.
quarta-feira, junho 01, 2011
Ultrassonografia no Auxílio da Medicina Esportiva
Infelizmente hoje não poderei realizar um comentário de um artigo científico, no entanto, estarei passando minhas impressões do primeiro dia de Congresso do American College of Sports Medicine em Denver.
Existe uma tendência no uso do USG de alta definição por médicos do esporte americanos, esse ano estão sendo realizados vários workshops do assunto e inclusive no final do curso será ministrado um curso introdutório sobre ultrassonografia e medicina esportiva. A tendência é utilizar o exame como complemento ao exame físico, dentre as vantagens está a confirmação do exame físico através da imagem, essa confirmação pode ser fundamental para reafirmar a importância de tratamentos preventivos, tratamento de tendinopatias (atletas em geral não gostam de realizar fisioterapia, principalmente, quando estão pouco sintomáticos), dentre outros.
Em relação a ressonância temos um exame mais barato, mais rápido e dinâmico, no entanto, mesmo com todas essas vantagens ainda teremos diversas indicações de ressonância, principalmente, em lesões intra-articulares.
Aparentemente nenhuma novidade até agora, porque muitos clubes profissionais do Brasil já utilizam tal recurso, a grande questão é quem estará comandando o aparelho, tornando o diagnóstico de patologias músculo-esqueléticos mais preciso e rápido, assim como seu tratamento. No entanto, é importante lembrar que em certos casos é importante ter a opinião de um especialista da área, no caso, um radiologista.
O USG quando bem empregado pode ser um divisor de águas no diagnóstico e tratamento de doenças músculo tendíneas, além de realizar uma análise mais objetiva da lesão.
quarta-feira, maio 25, 2011
A Importância da Medicina do Exercício e do Esporte na Formação Médica.
Atualmente são raras as faculdades de medicina que apresentam a disciplina “Medicina do Exercício e do Esporte” em suas grades curriculares, e quando existe, está presente como optativa. Com as evidências cada vez mais explícitas sobre os benefícios do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crônicas, nos perguntamos até quando deixaremos de ensinar sobre esta ferramenta eficiente, barata e democrática.
A inclusão da Medicina do Exercício e do Esporte (MEE) na grade curricular do curso de medicina é importante não apenas pela forte evidência do papel do exercício nas doenças crônicas, mas também, pelo crescente número de lesões e doenças associadas ao esporte. É essencial, portanto, que clínicos, médicos de família e médicos de outras especialidades tenham acesso a conhecimentos básicos sobre MEE durante sua formação. Além disso, estudantes expostos à MEE teriam oportunidade de direcionar seus aprendizados em exercício físico para suas áreas de interesse.
Ensinar MEE para estudantes de medicina sem interesse em seguir carreira nesta área, os ajudaria a estar melhor preparados para lidar com problemas relacionados à MEE na sua prática futura. A mudança no currículo médico aumentaria o conhecimento sobre os benefícios da atividade física na promoção de saúde e prevenção de doenças. Somado a isso, um mais aprofundado conhecimento sobre os benefícios do exercício poderiam potencializar a adesão de médicos e estudantes de medicina à atividade física. Isso se tornaria importante não apenas para sua saúde, mas também para servirem como um modelo a ser seguido pelos seus pacientes.
Residência médica e pós-graduação em MEE estão disponíveis em nosso país e, assim como em outros campos, é necessário que o estudante tenha a oportunidade de conhecer esta área durante sua graduação. A familiarização dos estudantes com a MEE provavelmente aumentaria seu interesse neste importante campo da medicina.
Certamente temos um longo caminho à frente para encontrarmos e implementarmos o modelo ideal de curso para a graduação. Mas, como diz o ditado chinês, "uma jornada de mil léguas começa com o primeiro passo". E este primeiro passo é a inclusão da MEE na grade curricular.
terça-feira, maio 17, 2011
Avaliação biomecânica do Salto
Hoje comentaremos um artigo interessante sobre uma ferramenta que quantifica o risco do atleta ter lesões de membro inferior.
Este artigo é de maio deste ano. Publicado no “Journal of Sport Rehabilitation” pelo Departamento de exercicio e ciência do Esporte da Universidade da Carolina do Norte - EUA. Entitulado:
“Reliability of the Landing Error Scoring System-Real Time, a Clinical Assessment Tool of Jump-Landing Biomechanics”.
Este artigo é mais informativo do que polêmico como foram a maioria dos “posts” que passaram.
Serve como quantificador de alterações que podem levar o atleta a ter lesões agudas e/ou crônicas nos membros inferiores.
O estudo não correlaciona diretamente com lesões, mas nos dá um “SCORE” que podemos usar de maneira inicial e evolutiva na reabilitação em todos seus níveis.
São utilizadas duas câmeras: uma frontal e uma lateral que verificam as alterações em dois planos. Podemos realizar tais avaliações sem a documentação virtual do movimento, pois sabemos que na prática temos dificuldade para obter tais instrumentos no dia a dia. Poderiamos aplicar os questionários para quantificar e monitorar o atleta em acompanhamento ambulatorial, por exemplo.
Acho que esse tipo de estudo nos traz benefícios maiores do que a maioria, pois podemos utiliza-lo adaptando para a realidade e verificando os resultados em acompanhamento longitudinal.
Boa leitura, e grande abraço.