quarta-feira, outubro 05, 2011
Estabilidade do Core e Performance
quarta-feira, setembro 28, 2011
Berço de Campeões ou Campeões desde o Berço?
quinta-feira, setembro 22, 2011
Avaliação da Síndrome Compartimental
Esta semana nosso post em medicina do esporte trata de um assunto pouco elucidado, a investigação da síndrome compartimental crônica relacionada ao exercício (CECS). O British Journal of Sports Medicine do mês de setembro publicou um artigo sobre avaliação minimamente invasiva da CECS. Neste artigo os autores australianos Hislop e Batt expõe o problema de não haver um protocolo universalmente aceito para avaliação da CECS, e de não haver um consenso de como devemos realizar esta avaliação.
No artigo os autores sugerem que devemos evitar inserções desnecessárias de agulhas. Apesar de, em mãos experientes, o índice de complicações ser baixo, o exame é invasivo e não está livre destas. Algumas são importantes, como infecções, lesões neurovasculares e risco de sindrome compartimental aguda necessitando de fasciotomia de urgência. Portanto, na opinião dos autores, qualquer protocolo que limite a inserção de agulhas deve ser promovido.
Sobre a avaliação em casos com sintomas bilaterais, que correspondem a 75 a 90% dos casos, o artigo advoga pelo teste apenas na perna mais sintomática. Assim, se o teste for positivo e o paciente apresentar clínica compatível no membro contralateral, considera-se o caso como bilateral. Os autores também são contra a avaliação da pressão em diversos compartimentos pois os pacientes geralmente apresentam clínica em apenas um, ou no máximo dois, compartimentos. Da mesma forma o artigo recomenda que não utilizemos medições pré-exercício pois sabe-se que a pressão compartimental de repouso é entre 0 e 8 mmHg, e para a aferição em repouso são necessárias inserções extras.
Na falta de um protocolo consagrado, o uso de testes menos invasivos é algo que deve ser considerado. Por outro lado existem autores que recomendam protocolos mais invasivos, inclusive um destes protocolos foi publicado no mesmo volume do Britsh Journal of Sports Medicine.
quarta-feira, setembro 14, 2011
Workshop de Emergências no Futebol
quarta-feira, setembro 07, 2011
Prevalência de Overtraining em Jovens Atletas Ingleses
quarta-feira, agosto 31, 2011
Clinical Sports Medicine
Em conversa recente que tive com alguns estudantes de medicina interessados na medicina do esporte, percebi que pode ser muito difícil que eles tenham acesso a importantes fontes bibliográficas. Isso acontece por dois motivos principais: primeiro por não serem apresentados a estas fontes e, segundo, pelo fato dos principais livros de medicina do esporte dificilmente serem encontrados nas livrarias de nosso país. Ou seja, a maior parte dos estudantes desconhece a existência destes livros, e os poucos que conhecem precisam importá-los sem ao menos terem a possibilidade de folheá-los antes.
Pensando nisso resolvi escrever um pouco sobre um livro australiano muito bom, que contempla os principais assuntos da especialidade: Clinical Sports Medicine, de Peter Brukner e Karim Khan.
Este livro é muito interessante para médicos do esporte por inúmeros motivos:
É bastante abrangente.
Apresenta o que há de mais atual na medicina do esporte baseada em evidências.
Discute detalhadamente o tratamento clínico das afecções relacionadas à medicina do esporte.
A abordagem das afecções musculoesqueléticas é feita pelos sintomas e não pela lesão, o que o torna mais próximo da realidade prática (vejam o índice abaixo).
Visual agradável e convidativo, tornando a leitura fácil e prazerosa.
É um bom livro para aprender medicina do esporte, lendo-o do início ao fim. Também é muito prático (exceto pelo peso) para usar como fonte de consulta de dúvidas específicas. Na minha opinião é um livro que todo médico do esporte deve conhecer.
Índice:
| Sports injuries |
| Pain: where is it coming from? |
| Beware: conditions masquerading as sports injuries |
| Biomechanics of common sporting injuries |
| Principles of injury prevention |
| Recovery |
| Principles of diagnosis: clinical assessment |
| Principles of diagnosis: investigations including imaging |
| Treatments used for musculoskeletal conditions: more choices and more evidence |
| Core stability |
| Principles of rehabilitation |
| Sports concussion |
| Headache |
| Facial injuries |
| Neck pain |
| Shoulder pain |
| Elbow and arm pain |
| Wrist, hand and finger injuries |
| Thoracic and chest pain |
| Low back pain |
| Buttock pain |
| Acute hip and groin pain |
| Longstanding groin pain |
| Anterior thigh pain |
| Posterior thigh pain |
| Acute knee injuries |
| Anterior knee pain |
| Lateral, medial and posterior knee pain |
| Shin pain |
| Calf pain |
| Pain in the achilles region |
| Acute ankle injuries |
| Ankle pain |
| Foot pain |
| The patient with longstanding symptoms |
| Maximizing sporting performance: nutrition |
| Maximizing sporting performance: to use or not to use supplements? |
| Maximizing sporting performance: psychology principles for clinicians |
| The younger athlete |
| Women and activity-related issues across the lifespan |
| The older person who exercises |
| The disabled athlete |
| Sport and exercise-associated emergencies: on-site management |
| Cardiovascular symptoms during exercise |
| Respiratory symptoms during exercise |
| Gastrointestinal symptoms during exercise |
| Diabetes mellitus |
| The athlete with epilepsy |
| Joint-related symptoms without acute injury |
| Common sports-related infections |
| The tired athlete |
| Exercise in the heat |
| Exercise at the extremes of cold and altitude |
| Exercise prescription for health |
| The preparticipation physical evaluation |
| Screening the elite athlete |
| Providing team care |
| Traveling with a team |
| Medical coverage of endurance events |
| Drugs and the athlete |
| Ethics and sports medicine |
quarta-feira, agosto 24, 2011
Comparação Entre Dieta e Exercício no Perfil Lipidico em Adultos Obesos
quarta-feira, agosto 17, 2011
Chuteiras, Performance e Lesões.
quarta-feira, agosto 10, 2011
Imersão em Água Gelada e outras Formas de Recuperação no Esporte
O uso de técnicas para recuperação após treinos e competições é um assunto muito controverso em medicina do esporte. Apesar de não haver forte evidência científica justificando seu emprego, massagens, recuperação ativa, imersões e outras técnicas são muito difundidas, pois atletas e treinadores relatam experiências positivas com seu uso. Dentre as modalidades mais aceitas pelo meio esportivo podemos destacar a imersão em água gelada. Em alguns esportes, como Rugby, este tipo de imersão faz parte da rotina dos atletas em competição, especialmente quando o intervalo até o próximo embate é curto.
Em artigo publicado este ano no European Journal of Applied Physiology, Pournot e colegas estudaram os efeitos de algumas técnicas de recuperação em atletas de elite do futebol, rugby e volei após 20 min de exercício intermitente exaustivo. No estudo, foram avaliadas a imersão em água fria (10 graus), termoneutra (36 graus) e contraste (10-42 grau), além da recuperação passiva. Os resultados sugerem que o contraste e, especialmente, a imersão em agua fria podem trazer alguns benefícios na recuperação dos atletas.
A imersão em agua a 10 graus, após sessão de exercício intermitente exaustivo, demonstrou melhora da força de contração muscular após uma hora e após 24 horas. Além disso, os atletas que realizaram a imersão em agua fria obtiveram melhor desempenho na impulsão vertical, aferida uma hora após a sessão de exercício exaustivo. Em relação aos marcadores de lesão muscular, a CPK estava aumentada após 24 hs da sessão de exercício em todos os grupos, exceto no grupo que realizou imersão em água fria, sugerindo uma proteção à lesão muscular com esta modalidade.
Os resultados do presente estudo sugerem que o emprego de técnicas de imersão em agua fria podem ser benéficas para a recuperação em esportes coletivos. Este estudo mostra também o quanto é importante buscarmos evidências científicas para técnicas controversas e empiricamente consagradas na medicina do esporte.
Pontos de destaque:
1- Várias técnicas de recuperação são utilizadas nos esportes.
2- Existem poucos estudos sobre a efetividade destas técnicas.
3- Estudos recentes sugerem que a imersão em agua fria pode ajudar a recuperação de atletas.