quarta-feira, junho 15, 2011

Posicionamento de Tempo de Suplementação

             Boa noite amigos do Sports Medicine Brasil, no post de hoje iremos falar sobre o Posicionamento da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (International Society of Sports Nutrition) sobre tempo para suplementação ou “nutritional timing”.
            Dentre os tópicos abordados estão:
1. O consumo de dieta de alto índice glicêmico e rica em carboidratos para reposição dos estoques endógenos de glicogênio,
2. Durante o exercício, o carboidrato deve ser consumido em uma taxa de 30 a 60 g/hora em solução de 6 a 8% a cada 15 minutos. A adição de proteína, na proporção de 4:1 para melhora de performance e aumento de glicogênio,
3. A ingestão de carboidratos isolada ou em combinação com proteína durante exercício resistido e promover aumento de glicogênio muscular e facilitar adaptações musculares,
4. Consumir carboidrato (8g/kg/dia) e proteína na proporção 4:1 até 30 minutos após exercício pode melhorar a ressíntese de glicogênio,
5. A ingestão pós-exercício (até 3 horas) de aminoácidos, primariamente aminoácidos essenciais, podem estimular aumento da síntese proteica  muscular. Além disso, a adição de carboidrato pode estimular o aumento na síntese de proteína,
6. A adição de creatina a suplementação de carboidrato e proteínas pode estimular a adaptações musculares ao treino resistido,
7. O “timing” de nutrients incorpora o uso de planejamento metódico da dieta alimentar, nutrients extraídos dos alimentos e outras fontes.
            O assunto citado anteriormente é extremamente estudo pela literatura mundial e promove grandes discussões, já existem, algumas evidências a favor deste posicionamento.  O último item explicita a importância de realizar uma alimentação balanceada para o sucesso da suplementação.
            Os posicionamentos tem se tornado cada vez mais utilizados pelos profissionais atuando no esporte, no entanto, devem ser um guia e não utilizados como verdades absolutas incontestáveis. O aprofundamento no assunto do profissional torna-se fundamental para o desenvolvimento da ciência no esporte. 

quarta-feira, junho 08, 2011

Seminário de Síndrome Femuro Patelar ACSM


            Boa noite amigos do Sports Medicine Brasil, em meu último dia no Congresso Anual do American College of Sports Medicine tive a oportunidade de presenciar um seminário esclarecedor a respeito da Síndrome Femuro Patelar.
            A Síndrome Femuro Patelar é um problema muito comum na prática esportiva, também, é um problema desafiador, pois, apresenta-se em forma de dor no joelho, geralmente, na região anterior.
            Um conceito importante relatado no seminário foi a questão do ângulo Q dinâmico, tendendo a aumentar com a movimentação do quadril (adução e/ou rotação interna do quadril). A avaliação do quadril durante o teste denominado “step down”, é de suma importância.
            Outro ponto importante é a relação da fraqueza do quadríceps femural e não somente fraqueza de vasto medial oblíquo com o desenvolvimento da síndrome.
Além disso, a relação da estabilização do quadril durante o gesto esportivo é de suma importância. Dois fatores principais, estão envolvidos na estabilização do quadril, força muscular do glúteo máximo e do glúteo médio e controle neuromuscular.
O uso de vídeo para análise biomecânica do paciente tem se mostrado uma ferramenta importante no dignóstico e no tratamento desses atletas.
Em síntese, o tratamento da Síndrome Femuro Patelar deve focar em quatro fatores principais: 
  • Fortalecimento de Quadríceps Femural,
  • Fortalecimento de Glúteo Máximo e Glúteo Médio,
  • Controle Neuromuscular, 
  • Correção do gesto esportivo.

              

quarta-feira, junho 01, 2011

Ultrassonografia no Auxílio da Medicina Esportiva

Boa Noite amigos do Sports Medicine Brasil,
          Infelizmente hoje não poderei realizar um comentário de um artigo científico, no entanto, estarei passando minhas impressões do primeiro dia de Congresso do American College of Sports Medicine em Denver.
          Existe uma tendência no uso do USG de alta definição por médicos do esporte americanos, esse ano estão sendo realizados vários workshops do assunto e inclusive no final do curso será ministrado um curso introdutório sobre ultrassonografia e medicina esportiva. A tendência é utilizar o exame como complemento ao exame físico, dentre as vantagens está a confirmação do exame físico através da imagem, essa confirmação pode ser fundamental para reafirmar a importância de tratamentos preventivos, tratamento de tendinopatias (atletas em geral não gostam de realizar fisioterapia, principalmente, quando estão pouco sintomáticos), dentre outros.
          Em relação a ressonância temos um exame mais barato, mais rápido e dinâmico, no entanto, mesmo com todas essas vantagens ainda teremos diversas indicações de ressonância, principalmente, em lesões intra-articulares.
          Aparentemente nenhuma novidade até agora, porque muitos clubes profissionais do Brasil já utilizam tal recurso, a grande questão é quem estará comandando o aparelho, tornando o diagnóstico de patologias músculo-esqueléticos mais preciso e rápido, assim como seu tratamento. No entanto, é importante lembrar que em certos casos é importante ter a opinião de um especialista da área, no caso, um radiologista.
          O USG quando bem empregado pode ser um divisor de águas no diagnóstico e tratamento de doenças músculo tendíneas, além de realizar uma análise mais objetiva da lesão.

quarta-feira, maio 25, 2011

A Importância da Medicina do Exercício e do Esporte na Formação Médica.

Atualmente são raras as faculdades de medicina que apresentam a disciplina “Medicina do Exercício e do Esporte” em suas grades curriculares, e quando existe, está presente como optativa. Com as evidências cada vez mais explícitas sobre os benefícios do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crônicas, nos perguntamos até quando deixaremos de ensinar sobre esta ferramenta eficiente, barata e democrática.

A inclusão da Medicina do Exercício e do Esporte (MEE) na grade curricular do curso de medicina é importante não apenas pela forte evidência do papel do exercício nas doenças crônicas, mas também, pelo crescente número de lesões e doenças associadas ao esporte. É essencial, portanto, que clínicos, médicos de família e médicos de outras especialidades tenham acesso a conhecimentos básicos sobre MEE durante sua formação. Além disso, estudantes expostos à MEE teriam oportunidade de direcionar seus aprendizados em exercício físico para suas áreas de interesse.

Ensinar MEE para estudantes de medicina sem interesse em seguir carreira nesta área, os ajudaria a estar melhor preparados para lidar com problemas relacionados à MEE na sua prática futura. A mudança no currículo médico aumentaria o conhecimento sobre os benefícios da atividade física na promoção de saúde e prevenção de doenças. Somado a isso, um mais aprofundado conhecimento sobre os benefícios do exercício poderiam potencializar a adesão de médicos e estudantes de medicina à atividade física. Isso se tornaria importante não apenas para sua saúde, mas também para servirem como um modelo a ser seguido pelos seus pacientes.

Residência médica e pós-graduação em MEE estão disponíveis em nosso país e, assim como em outros campos, é necessário que o estudante tenha a oportunidade de conhecer esta área durante sua graduação. A familiarização dos estudantes com a MEE provavelmente aumentaria seu interesse neste importante campo da medicina.

Certamente temos um longo caminho à frente para encontrarmos e implementarmos o modelo ideal de curso para a graduação. Mas, como diz o ditado chinês, "uma jornada de mil léguas começa com o primeiro passo". E este primeiro passo é a inclusão da MEE na grade curricular.

terça-feira, maio 17, 2011

Avaliação biomecânica do Salto

Hoje comentaremos um artigo interessante sobre uma ferramenta que quantifica o risco do atleta ter lesões de membro inferior.

Este artigo é de maio deste ano. Publicado no “Journal of Sport Rehabilitation” pelo Departamento de exercicio e ciência do Esporte da Universidade da Carolina do Norte - EUA. Entitulado:

“Reliability of the Landing Error Scoring System-Real Time, a Clinical Assessment Tool of Jump-Landing Biomechanics”.

Este artigo é mais informativo do que polêmico como foram a maioria dos “posts” que passaram.

Serve como quantificador de alterações que podem levar o atleta a ter lesões agudas e/ou crônicas nos membros inferiores.

O estudo não correlaciona diretamente com lesões, mas nos dá um “SCORE” que podemos usar de maneira inicial e evolutiva na reabilitação em todos seus níveis.

São utilizadas duas câmeras: uma frontal e uma lateral que verificam as alterações em dois planos. Podemos realizar tais avaliações sem a documentação virtual do movimento, pois sabemos que na prática temos dificuldade para obter tais instrumentos no dia a dia. Poderiamos aplicar os questionários para quantificar e monitorar o atleta em acompanhamento ambulatorial, por exemplo.

Acho que esse tipo de estudo nos traz benefícios maiores do que a maioria, pois podemos utiliza-lo adaptando para a realidade e verificando os resultados em acompanhamento longitudinal.

Boa leitura, e grande abraço.

quarta-feira, maio 04, 2011

Comportamento Alimentar X Inteligência Emocional

O artigo dessa semana é do International Journal of Sports Medicine (2011) e mostra que a prevalência de distúrbios alimentares tem crescido entre os atletas, especialmente entre os que praticam esportes de endurance e aqueles em que as categorias são definidas por peso corporal.
O Objetivo do estudo foi avaliar o comportamento alimentar em judocas e a possibilidade da relação com a inteligência emocional e satisfação corporal.
Metodologia: 45 jovens foram divididos em 2 grupos: 20 judocas e 25 controles e realizados questionários para avaliação psicológica, dos hábitos alimentares e medida antropométrica.
Resultados: Comportamento alimentar: 30% dos atletas e 20% do grupo controle foram diagnosticados com distúrbio alimentar.
70% dos atletas perderam mais de 4 kg durante a temporada. Para isso utilizaram-se da indução de vômitos, jejum, diuréticos e laxantes. O motivo foi atribuído a pressões de treinadores, dos próprios atletas e dos pais.
Já para o grupo controle, os motivos foram atribuídos às pressões sociais e pessoais.
Quanto à inteligência emocional foram avaliados características, a partir de questionário, como: dignidade, independência, empatia, responsabilidade social, tolerância ao estresse, controle impulsivo, flexibilidade, capacidade de resolver problemas e de adaptação, otimismo, felicidade. Os resultados indicaram que atletas têm maior nível de inteligência emocional que o grupo controle.
Avaliando os judocas com e sem distúrbio alimentar, observou-se que a presença de distúrbio relaciona-se com escores mais baixos para felicidade, flexibilidade e empatia.
Conclusão:
Observa-se, portanto, que a presença de distúrbios alimentares está relacionada a escores mais baixos de inteligência emocional. Além disso, sabe-se que a alimentação adequada é fundamental para um bom desempenho esportivo. Então, até que ponto o controle rigoroso do peso por meio do distúrbio alimentar beneficia o atleta?

quarta-feira, abril 27, 2011

Esporte é perigoso? É realmente necessária realizar avaliação pré-participação em atletas competitivos e recreativos?

            Bom dia fãs do esporte e amigos do Sports Medicine Brasil, nesta quarta feira iremos abordar um assunto que é um dos grandes paradigmas da medicina esportiva: avaliação pré-participação. Buscando no European Heart Journal, uma revisão de janeiro de 2011 me chamou atenção,  escrita por grandes estudiosos do assunto como o Dr. Domenico Corrado e o  Dr. Antonio Pelliccia, entre outros grandes nomes.
            Inicialmente, são definidos dois grupos de atletas: 1. Atletas Competitivos (geralmente ≤ 35 anos) que participam de times organizados ou esporte individual que requer treinamento sistemático e competição regular alcançando performance atlética excelente e 2. Atletas Recreativos (geralmente ≥ 35 anos) participantes em uma grande variedade de esportes recreacionais com intensidade variando entre moderada a vigorosa, sem treino sistemático ou busca de alta performance.
            No primeiro grupo de atletas competitivos existe grande discussão em relação ao protocolo de avaliação pré-participação americano e o europeu (italiano). O principal ponto de discussão ocorre na utilização do ECG como ferramenta para triagem de doenças cardíacas (cardiomiopatia hipertrófica, displasia arritmogênica de ventrículo direito, síndrome do QT longo, padrão de Wolff-Parkinson-White). O estudo italiano foi o único que comprovadamente demonstrou redução na incidência de morte súbita, na qual, foi utilizado o ECG. No entanto, o uso de tal recurso apresenta um aumento no custo de avaliação do atleta, pois, 9% tem achados positivos, 2% apresentaram distúrbios cardiovasculares e 0,2% foram desqualificados por apresentarem potenciais doenças cardíacas letais.
            O segundo grupo de atletas recreacionais enfrenta grande heterogeneidade, de maneira geral o ECG de repouso tem pouca valia em questão diagnóstica, sendo o teste de esforço uma ferramenta mais interessante. Em indivíduos assintomáticos as pessoas que mais se beneficiam em realizar o teste são aqueles que apresentam fatores de risco para doença aterosclerótica, como idosos do sexo masculino, dislipidemia, história familiar positiva para DAC, tabagismo, diabetes.  No entanto, a utilização tanto de ECG como de teste de esforço em indivíduos de meia idade ou idosos necessita de maiores investigações.
            A grande dúvida em relação a avaliação pré-participação em atletas de alta performance é que o ECG pode levar a investigações cardíacas desnecessárias , aumentando o custo para a saúde. Alem disso, um estudo recentemente publicado no Journal of  the American College of Cardiology em março de 2011(Steinvil et al., 2011) sobre avaliação com ECG e não demonstrou diminuição no risco de morte súbita.
            Em relação a avaliação pré-participação em praticantes de atividade física, existe grande heterogeneidade entre os participantes, sendo necessário reconhecer fatores de risco cardiovascular, condicionamento físico. Apesar, das recomendações da European Society of Cardiology e da American College of Cardiology/American Heart Association de se utilizar teste ergométrico antes de se iniciar atividade física de alta intensidade, não existem evidências de que essas práticas realmente diminuem morbidade e mortalidade em indivíduos assintomáticos sem riscos carvdiovasculares. Todas as pessoas realmente necessitam uma bateria de exames antes de iniciar atividade física?

quarta-feira, abril 20, 2011

Hidratação durante o exercício. Influências comerciais têm impedido o avança científico?

Bebidas esportivas são amplamente utilizadas por atletas e esportistas. Estas bebidas costumam apresentar carboidratos e eletrólitos, além de sabor agradável. Atualmente seu uso é mundialmente difundido e representa um comércio multimilionário. Poderia, visando o lucro, a indústria de bebidas esportivas prejudicar a disseminação do conhecimento no meio científico?

Em 1985 Noakes e colegas reportaram o primeiro caso de hiponatremia associada ao exercício (EAH) : " A etiologia desta condição parece ser a hiperidratação voluntária com soluções hipotônicas...". Ainda em 1985, este grupo sugeriu que atletas deveriam ser aconselhados quanto aos possíveis perigos da hiperidratação. Em 1991, um estudo em oito ultramaratonistas com EAH (Irving, Noakes e colegas) mostrou que todos apresentavam sobrecarga de fluido entre 1,22 a 5,92 L, provando a relação entre EAH e hiperidratação.

Apesar destes achados, o posicionamento oficial do ACSM de 1996 recomendava que atletas bebessem "o tanto que conseguissem" durante o exercício. Em seu posicionamento oficial de 2007, sobre hidratação e exercício físico, o ACSM apresenta uma sessão sobre EAH mas, segundo Noakes (BJSM, nov 2010), ignora o fato de que o ganho de peso por sobrecarga de fluidos é responsável por cerca de 95% da queda na concentração plasmática de sódio após as provas. Desta forma, mesmo a hiperidratação com bebidas esportivas - que contém sódio - pode levar a EAH.

O fato de que muitos autores apresentam relações com a indústria de bebidas esportivas deve nos levar ao questionamento da validade dos posicionamentos oficiais sobre hidratação e exercício físico.

terça-feira, abril 12, 2011

O MUNDO DO DOPING



Hoje comentaremos um artigo original do jornal “ Sports Medicine” escrito por Urban Wiesing da Universidade de Tuebingen, Alemanha.
”Should Performance-Enhancing Drugs in Sport be Legalized under Medical Supervision?”
Esta revisão discorre sobre a questão do doping. As “drogas” que melhoram o desempenho poderiam ser permitidas se fossem admistradas e/ou acompanhadas por um médico especializado, podendo avaliar os resultados esperados a cada caso. Essa mudança na regulamentação teria um controle ainda mais rigoroso, devido aos riscos envolvidos. Por isso, o controle de dopagem não perderia sua função, mas transformaria-se num serviço que avaliaria esse risco. Sabemos que uma característica do esporte de alto rendimento é a diminuição da saúde geral ou aumento do risco. O que não seria tolerado, são casos onde há dano permanente ou até mesmo risco de morte, mesmo sabendo que nossa sociedade permite comportamentos e hábitos autodestrutivos.
Nesse mesmo artigo o presidente do Conselho de Bioética relata: “...até provem o contrário, essa máxima deve ser seguida prudentemente: nenhum agente biologico é poderoso o suficiente para desencadear grandes mudanças no corpo ou na mente e é, por si só inteiramente seguros ou sem efeitos colaterais e ou indesejados.
Outra questão: Será que o médico, neste caso, deveria se responsabilizar pelo risco?Já que ele está acompanhando o atleta e ele consentiu que iria iniciar determinada medicação e dar seguimento?
Mais importante ainda, a função do desporto como um modelo a seguir, seria definitivamente danificado. Do ponto de vista prático, o doping não deve ser considerado como uma vantagem de um atleta perante outro, e sim de uma desvantagem intrapessoal.
Abraço,

quarta-feira, abril 06, 2011

A cidade-sede e os Jogos Olímpicos

O editorial “Sports and Politics” do British Medical Journal de 2010 traz um tema importante para refletirmos. Qual o real papel de um grande evento esportivo para a cidade-sede?
Richard Budgett, remador campeão olímpico em 1984 e especialista em Medicina Esportiva, é o responsável pelo departamento médico dos Jogos Olímpicos de Londres. Richard não demonstra preocupação quando fala das instalações para atendimento do atleta com a presença de policlínica estruturada com médicos do esporte, aparelhagem para exames de imagem, farmácia, consultórios, área para reabilitação e ainda um setor de emergência. Além disso, demonstra muita segurança quando fala a respeito do controle antidoping “Vamos fazer mais testes do que alguém jamais fez...”. Entretanto, admite que a grande dificuldade a ser vencida será transformar o estilo de vida da população inglesa. Richard pretende conseguir mais de 2 milhões de pessoas ativas durante os Jogos Olímpicos.
Cálculos feitos pelo Comitê Olímpico da Inglaterra mostrou que os Jogos de 2012 custarão para cada cidadão inglês 150,00 libras. E o que receberão em troca? Para Richard Budgett, caso o incentivo dos Jogos na transformação do estilo de vida da população inglesa não ocorra, essa troca não valerá à pena.
Lembre-se: depois dos Jogos Olímpicos de Londres seremos nós o grande anfitrião! E o que queremos em troca?